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Você é uma pessoa interessante ou interesseira?

Certo dia, Pedro recebeu uma mensagem de Marcelo, seu ex-colega de trabalho, com quem não falava há anos. Surgiu o convite para um café para colocar o papo em dia. Uma oportunidade bastante conveniente para os dois, já que ambos estavam em busca de novos desafios. Era uma ocasião fantástica para conhecer melhor aquele amigo tão interessante!

Pedro estava na data e local marcado quando recebeu uma ligação de Marcelo desmarcando o encontro. Pedro sugeriu uma nova data, mas nunca mais recebeu um retorno. Pouco tempo depois, descobriu que Marcelo havia se recolocado. O amigo que ele julgava interessante, na realidade era interesseiro!

Essa história verídica é mais uma mostra do que escrevi no primeiro artigo dessa Newsletter. É muito difícil diferenciar as amizades interesseiras das interessantes! E é justamente por isso, como eu também comentei no último artigo, que as pessoas se fecham para outras abordagens para não se expor a outras amizades por interesse.

Nas inúmeras palestras que fiz na última década, ouvi diversas histórias tão ou mais escabrosas quanto essa. Por isso, eu tenho certeza que você já passou por uma situação constrangedora dessa! O ponto crucial é de que lado da mesa você estava. Você era a pessoa interessante, que chegou pontualmente ao encontro? Ou você era a interesseira, que desprezou aquela amizade que não tinha mais serventia?

Se já você fez o papel de Marcelo, deve estar se perguntando se é crime ter uma amizade por interesse. Claro que não é! Vou dar a mesma resposta que dei para Pedro quando me contou sobre essa passagem e me perguntou se existe interesse aceitável. Os interesses explícitos são aceitáveis. Qualquer outro, não! Ou seja, se você vai marcar um encontro com alguém para pedir um favor, deixe isso claro desde o início.

Escreverei mais em detalhes aqui sobre a construção da confiança, mas quem já assistiu as aulas da YourNetWorks no YouTube sabe do que estou falando. A intenção é uma parte importante da percepção do caráter. Se sua intenção for diferente do que a outra pessoa supunha, ela vai duvidar do seu caráter e, consequentemente, perder a confiança em você. E uma vez perdida essa relação de confiança, dificilmente seu relacionamento com ela se sustentará!

Para finalizar, tenho duas dicas de ouro para sua rede funcionar. A primeira é deixe claras as suas intenções sempre que for pedir um favor, ajuda, encontro, etc. A segunda é inspirada no pensamento do filósofo britânico Alan Watts (1915-1973). É óbvio que somente pessoas interessantes são pessoas interessadas, e para ser completamente interessada você precisa esquecer sobre o “eu”, ou seja, dos seus próprios interesses. Pense nisso!

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